sexta-feira, 21 de agosto de 2009

AMA

Na última quarta-feira recebi uma visita de um queridíssimo casal de amigos com sua filhinha de aproximadamente 3 meses de idade. Ele havia desembarcado na terça-feira e havíamos combinado a visita através de e-mails que já trocávamos enquanto ele ainda estava "offshore".

Eles se casaram (apenas no civil) no fim do ano passado e eu fiz as fotos da cerimônia. Eu não sabia se clicava ou se me emocionava. Ele é um amigo de longa data. Nos conhecemos quando frequentávamos a mesma igreja, ainda moleques. Depois nossos caminhos nos afastaram e nos tornaram a aproximar já fora da igreja.

Inúmeras "jogatinas" de poker, war e playstation2, além é claro, de noitadinhas básicas depois... ele me aparece num reveillón com uma menina a tira-colo. Eu e outro amigo que curtíamos o reveillón na praia (enchendo a cara), o avistamos e corremos na sua direção. Depois de pularmos em cima dele, brincarmos e rirmos um bocado, ele vira pra nós e diz: "Pô, galera, essa aqui é a minha namorada... e blábláblá.". A reação do outro amigo foi imediata: "Namorada? No reveillón? Ano novo, namorada nova... deixa essa menina aí e vamos zoar tudo, rapá." Não foi espanto nenhum a cara de espanto da então namorada dele.

Alguns meses depois, a "formação" da turma era: o amigo do reveillón, mais outros dois, eu, ele e a namorada. Depois de inúmeros churrascos, noitadas, passeios, e coisas do tipo (incluido inúmeros "programas de índio"), ele não tardou a anunciar a intenção de casar com ela.

Daí em diante as coisas aconteceram tão rápido que às vezes me perco na cronologia. Mas algo que não esqueço foi quando eles apareceram lá em casa e no meio de uma conversa anunciaram que iriam casar, que eu seria padrinho e que ela estava grávida. Era muita informação pra absorver em tão pouco tempo. Todos que estava lá em casa ficaram um bom tempo rindo da minha cara estupefata.

Apesar de ter visto outros amigos casando - e esse número tem crescido exponencialmente ultimamente -, vê-los juntos sempre me dá uma sensação gostosa de família, de aconchego, de cumplicidade e, sem dúvidas, de amor. E saber que toda a história deles aconteceu (e acontece) no período que muitos consideram o "auge da solteirice", em plena época de faculdade, começo da independência financeira em relação aos pais e amizades mais "porra-loucas" do mundo, só valoriza ainda mais a forma como eu os enxergo.

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